sábado, 13 de agosto de 2011

Músicas infames - capítulo 01

Pra abrir a série de músicas infames, hoje eu trago pra vocês uma droga de uma música que grudou na minha cabeça (primeiro sinal de música ruim) e que por isso me fez tanta raiva que decidi que seria a primeira da nossa coleção.

Essa música é um sucesso da Jovem Guarda, movimento que surgiu no final da década de 50, influenciando música, moda e comportamento. É tipo o “Restart” dos seu pais. Na verdade, como cantava a saudosíssima Elis, “nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.” Veja: eles também usavam roupas e cabelos estranhos (só não tinham o formato fálico do Justin Bieber & Cia Ltda), também cantavam um monte de músicas desnecessárias, também cometeram o ultraje de dizer que aquilo era rock (ainda não me decidi se o pior é “happy-rock” ou “Iê-iê-iê”), e por aí vai. Ah, e claro... também se achavam super gostosos. É o que vamos ver a seguir.

Senhoras e senhores, com vocês, na voz do “tremendão” Erasmo, uma composição de Carlos Imperial:

O BOM


Ele é o bom, é o bom, é o bom

Ele é o bom, é o bom, é o bom
- Ok, bonzão. Vamos ver em quê. Apresente seus argumentos.

Meu carro é vermelho
Não uso espelho pra me pentear
- Sim, mas... ??? Se bem que o Neymar também não usa, né...

Botinha sem meia
- Hã? Fungos?

E só na areia eu sei trabalhar
- Tudo bem, acho muito digna a profissão de vendedor de caldinho e filtro solar. Ponto pra você, garoto.

Cabelo na testa, sou o dono da festa
- Emo.

Pertenço aos Dez Mais
- Já fiz essa pergunta algumas vezes na vida: Dez Mais O QUÊ???

Se você quiser experimentar
Sei que vai gostar

Quando eu apareço o comentário é geral
- Ele é o bom, é o bom demais
Ter muitas garotas para mim é normal
Eu sou o bom, entre os Dez Mais


Ele é o bom, é o bom, é o bom
Ele é o bom, é o bom, é o bom
- Tá bom, fodão... senta lá.

É por essas e outra que eu não aceito gente meis velha dizendo "no meu tempo não era assim". Era sim, tia, so não caia na net...
 

sábado, 6 de agosto de 2011

Propagandas Infames - Cap. 1 - Nescau BOLAdão

Pra começar a coletânea das propagandas infames aqui no nosso espaço especialmente dedicado as infâmias do mundo, temos um dos meus favoritos: Nescau, O Bolado.
Assista ao vídeo, com certeza lembra algum amigo seu.




Eu nem tenho nada contra o Nescau e o leite estarem a um passo de assumir seu relacionamento gay, longe de mim criticar isso. Até porque, nos tempos de hoje, até um comentário num blogzinho mixuruca desse é o bastante pra algum ofendido meter-me um processo no meio da cara.
O fato é que, gay ou não, o Nescau é o alimento mais BOSSAL que alguem pode incluir na dieta. É tipo o Luan Santana da despensa, sabe?*


Recaptulando a melhor parte do diálogo:


"-Ah!, só porque eu sou gostoso?
-Gostoso e nutritivo. Nescau bola, você arrasa!
-Ah, você também faz sua parte...
-YEAH!"


WTF???? Você faz sua parte????? O leite??? É O LEITE!!! É o alimento mais nutritivo que existe! Como assim?? É pra mamãe fazer o que, deixar de amamentar e dar Nescau pros pirrai tudo, né? Ahan, Claudia...


*obs.: Luan Santana, favor não me processar. Seja razoável... você tem jatinho e eu não.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Entre o cair e o levantar



Tem gente que assiste aqueles vídeos de gente caindo, se machucando, et cætera  e tal. Tem gente que ri com eles. Se não tivesse, o Faustão não passaria essas coisas até hoje. Eu só não entendo o porquê disso. Deveria ser engraçado? Ou eu que não entendo a piada?
Posso estar enganada, mas se não me trai a memória, com as crianças é assim. Se um coleguinha tropeça e cai, é motivo de riso e chacota entre toda a turma. Lembro até que a regra era rir junto, pra que a coisa toda ficasse “menos feia”, ou pra que não fosse tão divertido tirar uma com a cara do coitado. Crianças podem ser cruéis. Todas são em algum momento.
Alguns adultos jamais perdem o sadismo que tiveram na infância. Alguns o substituem por desprezo; outros por indiferença.
Hoje eu estava na fila do caixa eletrônico e uma garota passou apressada, tropeçou, caiu de cara no chão e ficou lá, estendida, imóvel, na frente de todas aquelas pessoas. Pelo menos umas oito, fora as que estavam de passagem por perto. Apenas eu e mais um rapaz fardado (um militar, eu acho) nos preocupamos em ajudar a menina. Perguntei se ela estava bem, se tinha machucado em algum lugar. Ela respondeu que teve uma tontura e caiu. Pareceu-me que ela estava com vergonha, mas eu não tenho certeza. Ela falou com a mãe pelo celular e nos disse que estava tudo bem, que a mãe já vinha buscá-la.
Tantas pessoas riem quando alguém cai. Tantas pessoas ficam só olhando de longe, antes por mera curiosidade que por preocupação. Tantas pessoas julgam com desprezo aquela queda, por acharem que se a pessoa que caiu não fosse tão desastrada, nada disso teria acontecido.
Hoje eu me senti muito orgulhosa de não ser uma dessas pessoas. E muito grata a Deus, por ele me inspirar dessa forma. Sem a inspiração dele, eu seria uma boneca de repetição oca, vazia, me embriagando com uma fantasia de superioridade e correndo desesperadamente atrás de falsas recompensas e objetivos inúteis.

Ainda há pouco, enquanto escrevia o começo deste texto, eu pensava que já faz tanto tempo que eu caí e que ainda estou lá, cheirando o asfalto, esperando que alguém me estenda a mão como eu estendi para aquela menina. Mas neste último parágrafo eu já não penso assim. Só há uma Mão de que preciso. E esta nunca vai me soltar. Obrigada, Senhor.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

TOQUEM O MEU CORAÇÃO!!!!

Uma tragédia silenciosa rasteja e furtivamente se espalha na esfera musical da nova década. Até o ano passado, já era possível sentir sua presença nefasta, mas agora que adentramos nos anos 10, seu hálito pútrido espalha-se e traz essa sensação medonha e desesperadora de completo nada.

Vou ilustrar como me sinto:



A prova maior de que neste momento atravessamos um bloqueio criativo em massa é que a Mtv, o maior canal de música de todos os tempos, agora é um canal de comédia. E ninguém pode culpá-la, eles vão tocar o quê?

Eu sempre amei música, desde muito pequena. Meu pai me mostrava o que havia de melhor na época dele, mas eu nunca tive problemas em transitar entre esses dois mundos: as músicas da geração do meu pai (e até dos meus avôs) e as da minha. Era tanta coisa legal... eu lembro que sempre tinha playlists alucinantes, sempre estava ligada no que ia estourar nas paradas antes mesmo de fazer sucesso. Minha vida toda tinha trilha sonora.

Aí os meus 16 anos passaram... os 17 também... e as coisas foram ficando estranhas.

É claro que nem tudo está perdido. Mas o que eu percebo é um súbito apego das pessoas ao passado. Meu mp4 tem basicamente “músicas que marcaram época”. Se você não concorda com isso, preste atenção na próxima balada que você for e espere até a banda tocar alguma coisa antiga, nem que seja uma música do balão mágico. A galera delira.

E se você não compartilha do mesmo sentimento que provoca tal reação, caro leitor, é porque você:

  • a. Só delira com Hori, Cine, Restart, e os demais coloridos;
  • b. Prefere as 1001 bandas que não vão não, não querem não, não podem não;
  • c. É uma samambaia;
  • d. Torcia pro Coração Gelado contra os Ursinhos Carinhosos.

De qualquer forma, procure um analista.

As músicas não falam mais aos corações. A gente não sente mais vontade de chorar ou de rir descontroladamente, ou de dançar, ou de sair voando ao escutar nada disso que tá tocando por aí. Ninguém mais toca os corações!!! O mais perto disso que se chega é a influencia impressionante que a Shakira exerce sobre os quadris. O melhor cd no mercado atualmente é o do Nando Reis, O Bailão do Ruivão, e só tem flashback.

Estou desesperada. Despertem o repúdio!

RPM - Rádio Pirata