Pra abrir a série de músicas infames, hoje eu trago pra vocês uma droga de uma música que grudou na minha cabeça (primeiro sinal de música ruim) e que por isso me fez tanta raiva que decidi que seria a primeira da nossa coleção.
Essa música é um sucesso da Jovem Guarda, movimento que surgiu no final da década de 50, influenciando música, moda e comportamento. É tipo o “Restart” dos seu pais. Na verdade, como cantava a saudosíssima Elis, “nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.” Veja: eles também usavam roupas e cabelos estranhos (só não tinham o formato fálico do Justin Bieber & Cia Ltda), também cantavam um monte de músicas desnecessárias, também cometeram o ultraje de dizer que aquilo era rock (ainda não me decidi se o pior é “happy-rock” ou “Iê-iê-iê”), e por aí vai. Ah, e claro... também se achavam super gostosos. É o que vamos ver a seguir.
Senhoras e senhores, com vocês, na voz do “tremendão” Erasmo, uma composição de Carlos Imperial:
O BOM
Ele é o bom, é o bom, é o bom
Ele é o bom, é o bom, é o bom
- Ok, bonzão. Vamos ver em quê. Apresente seus argumentos.
Meu carro é vermelho
Não uso espelho pra me pentear
- Sim, mas... ??? Se bem que o Neymar também não usa, né...
Botinha sem meia
- Hã? Fungos?
E só na areia eu sei trabalhar
- Tudo bem, acho muito digna a profissão de vendedor de caldinho e filtro solar. Ponto pra você, garoto.
Cabelo na testa, sou o dono da festa
- Emo.
Pertenço aos Dez Mais
- Já fiz essa pergunta algumas vezes na vida: Dez Mais O QUÊ???
Se você quiser experimentar
Sei que vai gostar
Quando eu apareço o comentário é geral
- Ele é o bom, é o bom demais
Ter muitas garotas para mim é normal
Eu sou o bom, entre os Dez Mais
Ele é o bom, é o bom, é o bom
Ele é o bom, é o bom, é o bom
- Tá bom, fodão... senta lá.
É por essas e outra que eu não aceito gente meis velha dizendo "no meu tempo não era assim". Era sim, tia, so não caia na net...